Marcio Bittar destaca mais de R$ 1 bilhão em investimentos no Acre e critica atuação ambiental do governo Lula
- 4 de fev.
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Senador afirma que falta um projeto de desenvolvimento para a Amazônia e diz que “é preciso transformar recursos naturais em riqueza real”

Com trajetória política marcada por posições firmes e alinhamento ideológico definido, o senador Márcio Bittar (PL- AC) se consolidou como um dos principais nomes da direita no Acre. Ex-integrante de partidos de esquerda, como PCB e PPS, Bittar ganhou projeção nacional durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando atuou como relator do Orçamento da União — função que, segundo ele, foi decisiva para garantir mais de R$ 1 bilhão em investimentos ao estado.
Em entrevista concedida ao Notícias da Hora, o senador falou sobre obras estruturantes realizadas com recursos de emendas parlamentares, avaliou os governos federal, estadual e municipal, comentou o cenário político nacional e voltou a criticar a política ambiental adotada para a Amazônia.
Resultados e obras estruturantes
Questionado sobre os motivos que o credenciam à reeleição, Márcio Bittar destacou que um senador deve apresentar resultados concretos ao estado que representa.
Segundo ele, ao longo de quase sete anos de mandato, foram destinados mais de R$ 1 bilhão em recursos para o Acre, com prioridade para obras de infraestrutura. “A maior parte desses investimentos já se transformou em obras entregues, outras estão em andamento e algumas ainda vão começar”, afirmou.
Entre os principais projetos citados estão os viadutos da AABB e da Corrente, em Rio Branco, o novo Mercado Elias Mansour, a duplicação da estrada de acesso ao aeroporto de Cruzeiro do Sul, além de pontes em municípios como Sena Madureira, Xapuri e Epitaciolândia. O senador também mencionou a Estrada 445, que liga Porto Acre a Bujari, e a construção da passarela sobre o Rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo.
Avaliação dos governos
Ao avaliar o governo federal, Bittar foi direto ao classificar a atual gestão como “desastrosa”, especialmente na condução econômica. Para ele, o país enfrenta uma crise fiscal agravada por gastos excessivos e falta de planejamento.
O senador também criticou a política indigenista e ambiental do governo Lula, citando a ampliação de terras indígenas e a atuação de organizações não governamentais estrangeiras na Amazônia. “O Brasil já tem cerca de 14% do seu território demarcado como terras indígenas, e mesmo assim grande parte dessas populações vive em situação de pobreza”, disse.
Sobre o governo estadual, Bittar ressaltou a parceria com o governador Gladson Cameli, destacando a lealdade política e a cooperação institucional. Em relação ao prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, afirmou que mantém uma relação de proximidade e confiança, elogiando a gestão fiscal e os investimentos realizados na capital.
Desenvolvimento da Amazônia
Um dos principais temas abordados na entrevista foi o modelo de desenvolvimento adotado para o Acre e a região amazônica. Para o senador, a exploração responsável dos recursos naturais é fundamental para superar a pobreza histórica da região.
“Ou a gente transforma nossos recursos naturais em recursos reais, ou continuaremos presos à miséria”, afirmou. Bittar criticou a atuação de ONGs e apontou o que considera interferência de interesses internacionais na política ambiental brasileira. Ele também responsabilizou lideranças ambientais pela estagnação econômica do Acre e da Amazônia.
Crise institucional e cenário político
Ao comentar a situação política nacional, o senador classificou o momento como uma grave crise institucional. Bittar criticou decisões judiciais, prisões e suspensões de direitos políticos, além de defender o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo ele, não houve tentativa de golpe e manifestações políticas deveriam ser tratadas de forma diferente pelo sistema judicial. O senador também ressaltou que, durante o governo Bolsonaro, não houve denúncias de corrupção contra o então presidente.


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